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OnírIA

Consultoria em Análise de Sonhos para Analistas

Uma sala ao lado do seu consultório.
Converse com analistas clássicos sobre os sonhos dos seus pacientes — hoje, com C. G. Jung.

O que é a OnírIA

A OnírIA é uma ferramenta clínica para analistas junguianos. Você descreve o sonho de um paciente e conversa com um consultor — não com um terapeuta virtual, e não no lugar do paciente. O consultor devolve hipóteses interpretativas que você leva para a próxima sessão.

Hoje o consultor é C. G. Jung, instruído com o método junguiano autêntico a partir de 15 fontes (Obra Completa, von Franz, Johnson, Edinger). Outros analistas clássicos chegarão nas próximas versões — daí o nome genérico.

O fluxo de uma sessão

Uma conversa sobre um sonho tem três momentos. Você controla quando avança.

  1. 01

    Coleta

    modo padrão

    Toda conversa nova abre em Coleta. Nesse modo, Jung não interpreta: ele só escuta, espelha e pergunta. Faz uma pergunta por vez, sempre dirigida a você (analista) sobre o paciente — "o que ela associou a essa imagem?", "qual o estado consciente dele agora?". Se Jung escorregar e interpretar, um aviso discreto aparece.

  2. 02

    Análise

    você decide quando

    Quando você julgar que há material suficiente, clica em Análise no topo da conversa. Jung vira a chave: para de pedir informação e devolve hipóteses concretas — função compensatória, nível subjetivo/objetivo, amplificação mitológica, arco de individuação. O entregável é um conjunto de leituras que você leva para o paciente.

  3. 03

    Fechar sessão

    Ao final, clique em Fechar sessão. Isso faz três coisas: (a) trava a conversa em modo leitura, (b) gera um resumo de 3–5 linhas do sonho e (c) extrai os símbolos, arquétipos, temas e afetos. A partir daí essa sessão passa a fazer parte do histórico onírico do paciente — e Jung passa a citá-la em conversas futuras quando um símbolo se repete.

Um exemplo concreto

Você atende Ana, 38 anos. Ela trouxe na última sessão um sonho recorrente com um lobo.

Você · Coleta

Ana sonhou que um lobo a perseguia numa floresta à noite. Ela acordou com o coração disparado. É a terceira vez no mês.

🌙Jung · Coleta

Antes de qualquer interpretação, preciso entender o terreno. O que Ana associa espontaneamente à figura do lobo? Há algum lobo em histórias da infância dela, ou alguma pessoa em sua vida atual que lhe evoque essa imagem? E o que estava acontecendo na vida consciente dela nas semanas em que os sonhos começaram?

Você · Análise

Ela associou o lobo ao pai, que foi autoritário. Está numa promoção nova em que precisa liderar homens mais velhos. Vamos analisar.

🌙Jung · Análise

Temos material suficiente. O lobo que persegue Ana aparece justamente quando a vida consciente a obriga a encarnar autoridade — e o primeiro modelo de autoridade dela foi ameaçador. A função compensatória aqui parece operar por oposição: a persona profissional pede firmeza, o inconsciente devolve a figura temida de quem é firme sem amor.

Trabalhe com ela a hipótese de que o lobo é sombra do animus — o aspecto de força que ela ainda rejeita integrar porque o associa ao pai. Mito paralelo útil: Rômulo e Remo amamentados pela loba, a imagem do lobo nutridor. Se Ana puder sonhar com o lobo domesticado, saberemos que o processo se moveu.

Observe: Jung fala sobre Ana em 3ª pessoa, com você. As hipóteses são suas, para a sessão — não são para o paciente ler.

Recursos

☽ Meu diário

O analista junguiano também sonha — e trabalha seus próprios sonhos. A OnírIA reserva uma área separada no topo da barra lateral, Meu diário, para isso. Ali Jung volta a falar diretamente com você em 2ª pessoa. Nunca misture seus sonhos pessoais com pacientes reais — use Meu diário.

🎤 Modo Live (voz)

Toque no botão Modo live no topo da conversa para conversar por voz. Sua fala é transcrita; a resposta de Jung é lida em voz alta. Útil para descrever sonhos longos sem digitar, ou para pensar enquanto caminha entre sessões.

❖ Arco de sonhos

Com duas ou mais sessões fechadas do mesmo paciente, abra Sonhos no topo. Você vê a timeline, os símbolos que se repetem, e pode selecionar vários sonhos para pedir uma síntese do arco — Jung lê a série como um todo, apontando progressão, estagnação e marcadores de individuação.

🛡 Segurança clínica

Método autêntico (8 passos, compensação, amplificação, individuação) e sistema imune a interpretações superficiais. Exclusão de paciente e de sonho exige digitar palavra-chave — nada se apaga por acidente. Dados isolados por analista no banco.

Um roteiro sugerido

Se você nunca usou a ferramenta, comece assim.

  1. Crie o primeiro paciente pela barra lateral (nome, idade, contexto clínico curto).
  2. Abra uma conversa nova — ela já vem em Coleta.
  3. Descreva o sonho que o paciente relatou. Responda às perguntas que Jung fizer sobre as associações dele.
  4. Quando sentir que tem material, troque para Análise no topo e peça as hipóteses.
  5. Ao encerrar, clique em Fechar sessão para gerar resumo + tags.
  6. Depois de alguns sonhos fechados, abra Sonhos e experimente a síntese do arco.
  7. Seus próprios sonhos? Só em Meu diário, nunca num paciente real.

“Os sonhos são os fatos dos quais devemos partir.”

— C. G. Jung, MDR, 1961

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